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Sustentabilidade na indústria metalúrgica: 5 práticas e iniciativas
A indústria metalúrgica desempenha um papel crucial na sustentabilidade e economia global, fornecendo os materiais essenciais para diversos setores, desde a construção civil até a indústria automobilística. No entanto, essa indústria também é responsável por um impacto ambiental significativo, incluindo emissões de gases de efeito estufa, consumo de energia e geração de resíduos. Diante da crescente necessidade de proteger o meio ambiente e garantir a sustentabilidade das operações, a indústria metalúrgica vem buscando implementar diversas práticas e iniciativas sustentáveis. Adotar essas medidas não apenas beneficia o planeta, como também pode trazer retornos econômicos para as empresas, através da otimização de recursos, redução de custos e melhoria da imagem da marca. Neste post, vamos explorar algumas das principais práticas e iniciativas de sustentabilidade que estão sendo implementadas na indústria metalúrgica: Redução do consumo de energia: O consumo de energia é um dos maiores desafios da indústria metalúrgica, devido aos processos de produção que exigem alto consumo de calor e eletricidade. Para reduzir o consumo energético, as empresas podem implementar diversas medidas, como: Modernização de equipamentos: Investir em equipamentos mais eficientes energeticamente pode levar a uma redução significativa no consumo de energia. Utilização de fontes de energia renováveis: Integrar fontes de energia renováveis, como energia solar e eólica, na produção pode diminuir a dependência de combustíveis fósseis e as emissões de gases de efeito estufa. Otimização dos processos de produção: Implementar medidas para otimizar os processos de produção, como a redução de perdas de calor e a implementação de controles de temperatura mais precisos, pode contribuir para a economia de energia. Minimização de resíduos: A geração de resíduos sólidos é outro problema ambiental significativo na indústria metalúrgica. Para minimizar a produção de resíduos, as empresas podem adotar as seguintes práticas: Reutilização e reciclagem de materiais: Implementar programas de reutilização e reciclagem de metais, sucata e outros materiais pode reduzir significativamente a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários. Redesign de produtos: Desenvolver produtos com design que facilite a desmontagem, reutilização e reciclagem dos materiais utilizados pode minimizar a geração de resíduos no final da vida útil do produto. Tratamento adequado de resíduos: Implementar métodos adequados de tratamento e disposição de resíduos perigosos, como efluentes e gases, é crucial para proteger o meio ambiente e a saúde pública. Adoção de materiais sustentáveis: A escolha de materiais sustentáveis na produção industrial é fundamental para reduzir o impacto ambiental. As empresas podem optar por: Metais reciclados: Utilizar metais reciclados na produção pode diminuir a necessidade de extração de novos recursos naturais, economizando energia e reduzindo emissões de gases de efeito estufa. Materiais de origem certificada: Optar por materiais certificados garante que os recursos utilizados na produção provenham de fontes sustentáveis e manejadas de forma responsável. Materiais com menor impacto ambiental: Priorizar materiais com menor impacto ambiental durante o ciclo de vida, como aqueles que possuem baixa emissão de carbono ou que podem ser facilmente reciclados, contribui para uma produção com mais sustentabilidade. Gestão ambiental responsável: Implementar um sistema de gestão ambiental eficaz é fundamental para garantir o cumprimento das leis e regulamentações ambientais, além de promover a melhoria contínua do desempenho ambiental da empresa. As empresas podem adotar: Sistemas de Gestão Ambiental certificados: Obter certificações como ISO 14001 demonstra o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a gestão ambiental responsável. Monitoramento ambiental: Realizar o monitoramento regular dos impactos ambientais das operações permite identificar áreas de melhoria e tomar medidas corretivas quando necessário. Treinamento e conscientização dos colaboradores: Investir na educação e conscientização dos colaboradores sobre a importância da sustentabilidade e dos princípios da gestão ambiental contribui para o engajamento da equipe e o sucesso das iniciativas sustentáveis. Inovação para Sustentabilidade: A indústria metalúrgica também está buscando soluções inovadoras para promover a sustentabilidade, como: Desenvolvimento de novos materiais: Pesquisar e desenvolver novos materiais com menor impacto ambiental, como metais mais leves e resistentes, ou materiais biodegradáveis, pode contribuir para uma produção mais sustentável. Tecnologias de produção limpas: Investir em tecnologias de produção limpas que reduzem as emissões de poluentes e o consumo de recursos. Fonte: https://serferacos.com.br/blog/sustentabilidade-na-industria-metalurgica/
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Indústrias usam cada vez mais técnicas de manufatura enxuta, aponta pesquisa da CNI
Iniciativas existem para reduzir desperdícios e melhorar os processos produtivos. No momento, o desafio é a integração com a indústria 4.0, como inteligência artificial e big data A Sondagem Especial 91, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que 86% da indústria instalada no Brasil utilizam pelo menos uma técnica de manufatura enxuta, sendo que 41% adotaram pelo menos 11 técnicas – em uma lista de 17 – para reduzir tempo e custo de produção e aumentar a qualidade em 2023. A pesquisa mostra um aumento importante, na comparação com 2018, quando 35% das indústrias faziam uso de 10 a 15 técnicas, em uma lista de 15 possíveis técnicas. Ao adotar técnicas de manufatura enxuta, as indústrias melhoram a gestão, reduzem desperdícios e mantêm a melhoria contínua dos processos produtivos. Para a CNI, o dado é animador, mas a pesquisa aponta um novo desafio: integrar essas técnicas, originalmente pensadas ainda na década de 1980, às tecnologias digitais, como inteligência artificial, internet das coisas e big data, para se tornarem mais produtivas e eficientes. Essa integração marca uma evolução nos paradigmas operacionais das empresas em todo o mundo. Para 48% das indústrias de transformação, o alto custo de consultoria ou a implementação das técnicas representaram importante barreira em 2023. O percentual é maior do que os 34% encontrados em 2018, apesar das técnicas de organização da produção geralmente apresentarem baixo custo de implementação. De acordo com a gerente de Política Industrial da CNI, a economista Samantha Cunha, esse aumento pode ser explicado pelo fato de que, cada vez mais, as técnicas de manufatura enxuta estarão interligadas à implementação de tecnologias digitais, que também possuem alto custo de implementação na percepção das empresas industriais. Apesar de serem técnicas que já existem há muito tempo, para 37% da indústria de transformação brasileira ainda falta conhecimento sobre as técnicas, o que limita o seu avanço. Tanto na pesquisa de 2018 quanto na de 2023, a falta de conhecimento aparece entre as principais barreiras à adoção. “A pesquisa reforça a importância do programa Brasil Mais Produtivo, que realizará consultorias para as empresas, tanto para a adoção de práticas de manufatura enxuta quanto para a implementação de novas tecnologias digitais”, afirma Samantha Cunha. Tempo, qualidade e custo de produção A Associação Alemã de Engenheiros (VDI) estabeleceu princípios para classificar as diferentes técnicas de manufatura enxuta. Cada um desses princípios busca soluções para melhorar, em maior ou menor grau, três dimensões: tempo, qualidade e custo de produção. As técnicas mais utilizadas são voltadas principalmente para a redução de tempo de produção, são elas: Trabalho Padronizado, com 78% da indústria de transformação fazendo seu uso, seguido pelo Programa 5S (69%). Para a melhoria da produção, entre as técnicas mais usadas, estão: Gestão Visual (61%) e Gestão da Qualidade Total (56%). Na dimensão custo de produção, as técnicas Manutenção Produtiva Total e Kaizen foram as mais utilizadas, com 58% e 57% das empresas, respectivamente. Entre todas as técnicas, as menos utilizadas são o Yamazumi (Balanceamento do Operador), com 28%, na dimensão de tempo de produção, e o Relatório A3 (35%) e Poka Yoke (35%), em qualidade. Entre as técnicas da dimensão custo de produção, a OEE (Overall Equipment Effectiveness) é a menos utilizada, apesar de aplicada em quase metade das empresas (47%). As características dos setores também importam. Naqueles com um processo dividido em diferentes etapas, como fabricação, usinagem e montagem, há utilização de mais técnicas de manufatura enxuta. Naqueles com processos contínuos (ou por bateladas), como o setor químico, o percentual de uso é menor. Tecnologias digitais que mais ajudam na gestão As tecnologias digitais mais citadas entre as que ajudam diretamente na gestão foram: “Monitoramento e controle remoto da produção com sistemas tipo ERP, MES ou SCADA” e “Sistemas integrados de engenharia”, seguido pela “Automação digital com sensores para controle de processo”. Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/politica-industrial/industrias-usam-cada-vez-mais-tecnicas-de-manufatura-enxuta-aponta-pesquisa-da-cni/
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Japão encontra reservas de cobalto e níquel para o resto do século e desafia a poderosa mineração da China
Pesquisadores da Universidade de Tóquio e da Fundação Nippon encontraram 610.000 toneladas de cobalto e 740.000 toneladas de níquel, suficientes para cobrir suas necessidades de mineração pelos próximos 90 anos O Japão descobriu milhares de toneladas de cobalto e níquel, garantindo seu abastecimento desses metais para o resto do século e parte do próximo. Esses metais são matérias-primas estratégicas, essenciais para a fabricação de baterias de carros elétricos, celulares e outros dispositivos eletrônicos. Por isso, possuir reservas é fundamental para participar no mercado da mineração. A descoberta japonesa desafia a China, o país poderoso nesse setor. Pesquisadores da Universidade de Tóquio e da Fundação Nippon encontraram 610.000 toneladas de cobalto e 740.000 toneladas de níquel, suficientes para cobrir suas necessidades pelos próximos 90 anos, respectivamente, conforme anunciaram há algumas semanas. O grupo de trabalho explorou o fundo do mar do Pacífico, especificamente uma ilha localizada a cerca de 2.000 quilômetros de Tóquio, pertencente à zona econômica exclusiva do país. Exploração de minerais no fundo do mar As toneladas contabilizadas são aquelas que calculam ser economicamente exploráveis, as reservas. No entanto, a quantidade de nódulos polimetálicos é maior, cerca de 230 milhões de toneladas, a partir das quais se extrai o cobalto e o níquel. Em todo o mundo, há cerca de 8,3 milhões de toneladas de reservas de cobalto, segundo o relatório anual de 2023 do Cobalt Institute. Isso significa que a descoberta do Japão representa pouco mais de 7% das reservas identificadas até o momento. Até agora, o país asiático não tinha praticamente nenhum peso nesse mercado, onde se destacam a República Democrática do Congo, com quase metade das reservas mundiais, e a Austrália, com cerca de 20% das reservas. De fato, a mineração de cobalto representa 90% das exportações da República Democrática do Congo, uma atividade crucial para a economia do país, segundo o mesmo relatório. No entanto, é aqui que entra a China, que é a líder no refino desse metal, a etapa crucial para que a matéria-prima possa ser utilizada em suas diversas aplicações. O cobalto é extraído na África, mas Pequim domina 72% da indústria de processamento, o que lhe confere uma vantagem significativa no mercado. Esse elemento é utilizado para baterias de carros elétricos, superligas – usadas em motores de turbinas a gás – e também na indústria petroquímica. Após a exploração japonesa, o país pretende começar a extrair os nódulos em março de 2026, detalha o grupo de trabalho. “A produção e o refino desses metais estão atualmente dominados pela China e pelos países africanos, e o Japão depende quase totalmente da importação desses recursos. A descoberta de grandes depósitos de cobalto e níquel traz esperanças de que isso possa mudar em breve”, afirmam os organismos japoneses. Impacto econômico e geopolítico das novas reservas De fato, a ideia do Japão é criar uma joint venture com empresas nacionais para trabalhar ambos os metais e comercializá-los como produtos próprios, sem que precisem sair do país para serem processados. A intenção é criar uma indústria que lhes permita se abastecer e controlar parte do fornecimento. Ou seja, cortar laços com a China. A União Europeia considera o níquel e o cobalto como matérias-primas estratégicas, uma forma de reconhecê-los como elementos-chave para a economia. Isso se deve ao fato de que sua demanda vai aumentar exponencialmente nos próximos anos e também porque esses recursos estão muito concentrados, sendo fácil haver interrupções no fornecimento. Essas matérias-primas não possuem substitutos acessíveis, portanto, se houver problemas na cadeia de valor, o comércio pode ser desacelerado ou paralisado. mineração Por sua vez, as reservas de níquel estão principalmente na Austrália, Estados Unidos, Brasil, Canadá e China. Mas, mais uma vez, a China possui o maior número de refinarias de níquel do mundo, com 10 no total, empatando com as 10 do Brasil, segundo dados do Nickel Institute. O país asiático possui 22 fundições desse metal, enquanto o país latino-americano possui 10, portanto, a China continua a ter uma certa vantagem na indústria de tratamento de níquel. O níquel é utilizado para baterias, ligas e aço inoxidável. mineração “Esses recursos são críticos para a segurança econômica. A demanda por ambos vai disparar nas próximas décadas entre 400% e 600% à medida que a tecnologia alimentada por baterias substitui o petróleo e o gás”, apontam os pesquisadores japoneses, que não querem que seu país fique atrás nessa oportunidade, nem depender da China. mineração Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/japao-encontra-reservas-de-cobalto-e-niquel-para-o-resto-do-seculo-e-desafia-a-poderosa-mineracao-da-china/
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Descoberta a terceira maior jazida de nióbio do mundo!
Uma reserva de nióbio e terras raras descoberta no nordeste da Sibéria acaba de ser considerada a terceira maior reserva do mundo, informou a mineradora Polimetal.   A terceira maior reserva de nióbio é descoberta no nordeste da Sibéria, na Rússia. De acordo com a mineradora Polymetal, ela – que está localizada em Tomtor, cidade formada por várias pequenas aldeias da República de Sajaá – já foi avaliada e confirmados sua escala e seu alto conteúdo. E não para por aí: além da jazida de nióbio, o local também guarda uma grande quantidade de terras raras. Terras raras são necessárias para produzir quase qualquer item moderno de alta tecnologia, incluindo smartphones, computadores, chips e até fuselagens de jatos de caça. De acordo com uma fonte citada pelo Russia Today, um estudo de viabilidade de um projeto começará em breve, e a construção de uma fábrica capaz de produzir 160 mil toneladas está prevista para 2025.   O que são terras raras? O termo terras raras é desconhecido, mas é o nome comum de 17 elementos químicos: escandinávia, itrio e os 15 elementos do grupo de lantanídeos (lantânio, cério, praseodimio, neodímio, prometido, samario, europio, gadolínio, terbio, disrosium, holomia, erbio, tulio, iterbio e trótrio).   Deve-se notar, dizem especialistas, que essa classificação não considera a série de actinides. Embora o nome terras raras possa levar à conclusão de que estes são elementos escassos na crosta terrestre, alguns elementos como cério, itrium e neodímio são mais abundantes. De acordo com a literatura consultada, eles são descritos como “raros” porque é muito raro encontrá-los de forma pura, embora haja depósitos de alguns deles em todo o mundo. Brasil é o maior fornecedor global de nióbio, um mineral encontrado em grande escala em reservas indígenas na Amazônia É no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas que se encontra umas das maiores reservas de nióbio no mundo, um mineral com grande diversidade de aplicações. Na Floresta Amazônia, o território fica na fronteira do Brasil com a Venezuela e a Colômbia. Ainda que o total de minério estimado na reserva seja cerca de 2,9 bilhões de toneladas de nióbio, a área não pode ser explorada por estar localizada em território indígena e dentro das áreas de proteção ambiental Parque Nacional do Pico da Neblina e da Reserva Biológica Estadual do Morro dos Seis Lagos.   Além da Amazônia, outra grande reserva de nióbio em operação fica na cidade de Araxá, na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Só em Araxá, as reservas são estimadas em mais de 800 milhões de toneladas do minério, volume suficiente para garantir ainda mais de 100 anos de produção, mantida a atual demanda. Mas se forem considerados os depósitos em rochas subterrâneas, a capacidade de exploração é estimada em mais de 400 anos. Atualmente, o nióbio produzido em Minas Gerais pela CBMM é exportado para mais de 50 países, em maior potencial para atender empresas siderúrgicas.    Uso do nióbio O nióbio, um mineral tão precioso, é usado em ligas, principalmente em aço, que é reforçado adicionando uma pequena porção desse elemento, mas também pode ser usado em joias, óptica, eletrônica e no setor nuclear, dizem especialistas. O nióbio é utilizado em maior escala na produção de aços especiais e superligas. O nióbio tem a função de “refinar”. Bastam apenas 400 gramas por tonelada para gerar aços mais leves e resistentes. O metal é vendido na forma da liga ferronióbio (com cerca de dois terços de teor de nióbio e um terço de ferro) e empregado em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, navios, aparelhos de ressonância magnética, aceleradores de partículas, lentes e até piercings e bijuterias. Fonte: https://www.institutominere.com.br/blog/Descobrem-a-terceira-maior-jazida-de-niobio-do-mundo
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